DESINFORMAÇÃO NÃO!

Informação e política sem neoliberalismo.

Muito trabalho pela frente.

Posted by Theles on 17th November 2010

Já se vão 19 dias desde o meu último post. Muito trabalho me impediu de dedicar o tempo necessário para a criação de um novo post. Neste meio tempo, Dilma Rousseff foi eleita presidente, a seleção de volei feminina perdeu o campeonato mundial, a F1 conheceu seu mais jovem campeão, e quase todo o resto permanece igual. Aparentemente continuamos vivendo o clima de eleição, uma espécie de 3º turno, no Brasil.

Creio que o 3º turno começou com os tweets da estudante de direito que pregava, e acho que este é o termo mais apropriado ao clima em que vivemos, que os paulistas naturais, ou arianos como queiram, deveriam fazer de São Paulo um lugar melhor e exterminar um judeu/nortestino afogado ou da forma que melhor lhes conviesse.

Confesso que fiquei meio atônito com isso. Realmente, não esperava que do estado mais “moderno” da federação, viessem tantas manifestações de ódio, especialmente porque este estado foi erguido através do suor e sangue extraído das mãos e almas de tantos imigrantes, e em especial os nordestinos. Pensei muito no que escrever, mas não consegui me expressar melhor do que a Fátima Oliveira em sua coluna no jornal O Tempo, que foi replicada no Viomundo do Azenha.

Realmente, cheguei a achar que após a eleição de Dilma, eu não teria mais motivos para continuar com este blog. Como fui ingênuo, o trabalho está só no início.


DESINFORMAÇÃO NÃO!

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Fátima Oliveira: A xenofobia da pauliceia mina os alicerces da República


por Fátima Oliveira, em O Tempo
Médica – fatimaoliveira@ig.com.br

Adoro batata-doce com leite, que em minha infância a gente só podia comer de vez em quando, tipo uma vez por semana, pois vovó dizia que era uma comida danada de boa, mas faltava só um grau pra veneno. Não entendeu? Nem eu, até hoje! Talvez porque é um daqueles alimentos ditos “fortes”, que dão sustança – que a gente come e se delicia. E, ao terminar, está saciada, sonolenta, meia zen! Juro!

Batata-doce com leite é uma carícia quando a gente está em busca de conforto… Sabe aquela sensação indescritível de querer comer algo que não se sabe o que é? Não é fome propriamente, pois com fome come-se qualquer coisa, como se diz no sertão: “A boca quer coisa boa, mas a barriga quer é ficar cheia”.

Comer batata-doce com leite é dar um “trato” em minha memória alimentar afetiva. É comer e sentir renovar as energias. Desde o dia da twitada xenófoba da acadêmica de direito de Sampa, que incitava matar nordestinos por afogamento, eu sabia que precisava de algo! Só consegui falar sobre o assunto após comer batata-doce com leite! “Puxei pela memória”…

Quando morava em São Paulo, na primeira metade dos anos 1990, uma amiga chegou à minha casa e eu estava comendo batata-doce com leite. Ela indagou o que era aquilo. Depois que respondi, a dita cuja lascou: “Ah, que baianada!”. Não engoli calada e, “olhos nos olhos”, me arretei dizendo-lhe que ela sabia que eu não era baiana e sim maranhense, mas que na Bahia também comiam batata-doce com leite, assim como no Nordeste todo.

Como uma socióloga não percebia que a naturalização e a banalização de vocábulos repletos de nojo e asco, que expressam aversão ao estrangeiro (xenofobia – do grego, “xeno” = estrangeiro + “fobia”=medo), são uma desumanização e desrespeito ao outro? Acrescentei que estava pelo gogó com essa história de que todo nordestino em São Paulo é baiano, termo usado não para indicar quem nasce na Bahia, mas para, depreciativamente, se referir a nordestinos e nortistas: “Essa gente lá de cima (demorei pra entender que se referiam ao mapa do Brasil!), que até coisas estranhas come…”.

Na época recrudescia em São Paulo o nojo a nordestinos, para ferir a prefeita de São Paulo, a paraibana Luiza Erundina, que a elite paulistana jamais engoliu! Ao contrário, perseguiu sem tréguas. Coincidentemente, eu estava às voltas com um xenófobo casal egípcio, radicado em São Paulo há mais de 30 anos, pais de um namorado de uma das minhas filhas, que teve o desplante de ir “tomar satisfações” comigo! Foi uma cena ridiculamente surreal!

O pai chegou arrastado pela sua consorte, que não era nada submissa para afrontar-me. Balbuciava que não era contra o seu “bebê” namorar uma “baiana” (pense no asco!), apenas que eu os respeitasse, não oferecendo carne de porco para ele. E que eu ficasse sabendo que o filho dela se casaria com uma muçulmana. Com baiana, jamais! Disse-lhes que a porta da rua era a serventia da casa e os escorracei!

Entendi ali como a elite paulistana, quatrocentona e xenófoba, consegue impor e perpetuar ideias de superioridade racial (racismo) e a renitente aversão a nordestinos: catequizando até imigrantes de outros países que “essa gente lá de cima” (do mapa) é erva-daninha! Na cidade de São Paulo, que tem suor “dessa gente lá de cima” em cada grão de riqueza, tudo o que alguém faz de errado ou que não presta, para xenófobos nativos caipiras e/ou letrados “sorbonados”, é “baianada”.

Chega, a postura xenófoba dessa gente mina os alicerces da República!

Publicado no Jornal OTEMPO em 16/11/2010

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O padrão JN/Kamel de notícias

Posted by Theles on 17th September 2010

Dias atrás, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) publicou um estudo dizendo que pela primeira vez em 15 anos, a fome no mundo diminuiu. Parte deste estudo, informa que mesmo com a queda, ainda está abaixo daquilo que foi estabelecido nas Metas do Milenium para este ano, mas, que o Brasil é um dos países que já alcançaram ou estão por alcançar a meta completa. Outro relatório divulgado pela ONG ActionAid, chamado Who’s Really Fighting Hunger?(Quem está realmente lutando contra a fome), o Brasil aparece pelo segundo ano consecutivo.

Neste dia, esperei como que num exercício de auto-flagelação, aguardei pela noticia no JN para confirmar o que eu já sabia.

“Pela primeira vez em 15 anos, o número de famintos diminuiu no mundo, consequência do avanço econômico de países em desenvolvimento e da queda no preço dos alimentos. Mas segundo a FAO, mais de 900 milhões de pessoas ainda passam fome.”

E o que eu sabia? Que não seria divulgado nem que o Brasil já cumpriu com a meta TOTAL que deveria ser cumprida em 2015 e que assim, poderemos alcançar um patamar muito melhor.

Agora, vem mais uma, desta vez envolvendo o novo paladino da honestidade e moralidade brasileira, que por dever cívico resolveu denunciar o um “suposto” esquema de propina no BNDES.

Do Viomundo

Dutra: Jornal Nacional omitiu entrevista

por Conceição Lemes

“É incrível como as denúncias de um ex-presidiário (Rubnei Quícoli), processado por receptação de carga roubada e falsificação de dinheiro, mereçam toda a credibilidade da mídia e o que nós dissemos, não”, afirma ao Viomundo José Eduardo Dutra, presidente do PT.

Hoje, a Globo esteve na coletiva que Dutra concedeu à imprensa, em Brasília, e Jornal Nacional não deu nada. Na longa matéria que fez sobre o caso, o JN se limitou a falar da nota oficial do PT. Foi como se tivesse ido ao site do partido e pegado a nota.

“É absurda a insinuação de que o ‘consultor’ não teria conseguido empréstimo para o projeto de R$ 2,3 bilhões que apresentou ao BNDES, porque não teria pago a suposta taxa de sucesso ao filho da Erenice”, prossegue Dutra. “Eu liguei para o BNDES. O empréstimo não saiu, porque a empresa dele é pequena e não tinha garantia para assumir um valor tão grande.”

“É ínconcebível enxovalhar uma instituição, como o BNDES, e ainda tentar forjar uma relação com a nossa campanha”, diz, indignado. “Nós não vamos aceitar essas calúnias. Vamos processá-lo.”

*****

Comunicado do BNDES

Em função de reportagem publicada na edição desta quinta-feira, 16 de setembro, do jornal Folha de S. Paulo, o BNDES vem a público declarar que:

Repudiamos a insinuação de que o Banco poderia estar envolvido em um suposto esquema de favorecimento para a obtenção de empréstimos junto à instituição e consideramos que a tese demonstra um total desconhecimento quanto ao funcionamento do BNDES. O projeto em questão foi rejeitado pelo Comitê de Enquadramento e Crédito do BNDES, órgão interno do Banco, formado por seus superintendentes. A aprovação por esse colegiado é condição básica e necessária para que qualquer pedido de apoio financeiro seja encaminhado para análise.

Na reunião semanal do Comitê ocorrida em 29 de março deste ano — e na qual o projeto em questão foi apenas um dos itens discutidos —, o pedido foi negado. A decisão foi tomada pelos 14 superintendentes presentes à reunião, todos funcionários de carreira da instituição.

O projeto da EDRB foi encaminhado ao BNDES por meio de carta-consulta, solicitando R$ 2,25 bilhões (e não R$ 9 bilhões como afirma a reportagem) para a construção de um parque de energia solar. O BNDES considerou que o montante solicitado era incompatível com o porte da referida empresa. Além disso, a companhia não apresentou garantias e não havia local definido para a instalação do empreendimento (essencial para o licenciamento ambiental), não atendendo, portanto, a pré-requisitos básicos para a concessão do crédito.

Qualquer aprovação de financiamento pelo BNDES passa por um processo de análise que envolve mais de 30 técnicos de carreira da instituição, além da consulta à Diretoria do Banco. Esse rigor técnico tem como consequência um índice de inadimplência de 0,2%, muito inferior à média do sistema financeiro brasileiro, público e privado.

Desinformação Não!

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Um dia sem Globo!

Posted by Theles on 24th June 2010


Twitteiros, Uni-vos!

É chegada a hora de mostrarmos de uma vez por todas, a força da Internet!

Está em curso a campanha Um Dia Sem Globo pelo Twitter, http://twitter.com/diasemglobo

É muito simples. Dia 25/6, escolha outra emissora fora do sistema Globo para assistir o jogo do Brasil. ESPN e Bandeirantes são as opções. Simples não? E porquê? O festival de besteiras soltas pelo seu narrador, Galvão Bueno( sim aquele do instituto de proteção à ave em extinção Galvão) já é bastante suficiente. Mas tem mais, depois de tanto baterem em Dunga, ele deu um passo em falso. O técnico da seleção proferiu alguns xingamentos contra o jornalista Alex Escobar durante a coletiva após a vitória sobre a Costa do Marfim. Após este fato, a Globo durante o Fantástico, abriu um editorial ao vivo lido pelo repórter Tadeu Schimidt, onde entre outras coisas dizem que a atitude de Dunga não condiz com a de técnico da seleção brasileira, e explicou que o repórter Alex Escobar estava falando com ele ao celular.

Não sou a favor dos xingamentos do Dunga, mas convenhamos, os repórteres esportivos dizerem o que querem sobre o técnico da seleção é jornalismo, o Dunga dizer o que pensa sobre esses repórteres é atentado contra a liberdade de imprensa? Façam-me o favor. O que está cada vez mais claro é que para a Globo, pouco importa se o Brasil vai bem na copa, eles querem é a audiência, e a grana dos anunciantes. Para saber o tamanho do prejuízo causado por Dunga, basta dizer o seguinte, em plena cobertura da Copa e com a Globo mandando 300 profissionais à Africa do Sul, a audiência do Jornal Nacional subiu 1 ponto.

Recordar é viver, e quem estava vivo em 2006, há de se lembrar que todas as emissoras foram barradas e criticaram a postura libertina da CBF perante à seleção, exceto a Globo que estava presente incondicionalmente para entrevistar jogadores e equipe técnica quando bem entendessem. Claro, a copa foi pro brejo, mas a audiência foi às alturas. Há um post que merece ser lido no Viomundo.com do Luiz Carlos Azenha, em que ele explica: “Dunga custa dinheiro à Globo. Simples assim. No post, ele explica como as atitudes tomadas pelo técnico visando o bem da seleção e o Hexa, são de total desinteresse por parte da emissora, e o que ela tem feito contra ele.

Podem contar quase como certo, ganhando, Dunga provavelmente sairá da seleção por vontade própria (por ter conseguido enterrar todos àqueles que embutiram à “Era Dunga” como sinônimo de fracasso ), ou será convidado a sair(para que uma gestão mais favorável aos interesses da Globo se faça presente).

Agora se perder, ninguém se lembrará de Lazaroni…

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O Caso Veja!

Posted by Theles on 23rd March 2010

Luis NassifO brilhante jornalista Luis Nassif, tem longa e premiada carreira em jornal, revista e televisão. Também na internet, sua carreira é motivo de luta e inspiração. Presente em diversos sites, seja como colunista, como convidado ou ainda citado por suas muitas notáveis matérias, Nassif escreve muito, e incomoda muito mais àqueles que a verdade tentam ocultar. Creio que hoje seu QG seja o Blog que mantém no iG.

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/

Mas houve uma série de reportagens que fez com que a fúria do P.I.G. em toda a plenitude fosse desperta. Esta série de matérias encontra-se em:

http://sites.google.com/site/luisnassif02/

Estas matérias são encontradas exclusivamente na internet, são extensas e desnudam por completo as relações promíscuas da imprensa de esgoto com conglomerados financeiros, empresários, lobbistas e governos interessados em pagar para fazer com que “o circo pegue fogo”.

Luis Nassif mostra como a revista Veja conseguiu obter, através da retidão jornalística e por ter em seu corpo excepcionais profissionais,  reconhecimento e respeito nacional, e como em pouco tempo, tudo isso foi jogado na pais profunda sarjeta.

O material é extenso, mas totalmente recomendado àqueles que querem entender os comos e porques do P.I.G.

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Foi este post que me fez entrar na luta.

Posted by Theles on 16th March 2010

Hoje, li no excelente Blog do Rodrigo Vianna este post, e foi esta a gota d’água. Foi após este post que resolvi tomar partido e ajudar.

http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/carrara-a-midia-e-a-tempestade-no-deserto-e-guerra.

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Mauro Carrara escreve sobre uma operação que, claramente, já está em curso.

Passado o Carnaval, os setores ligados aos tucanos – na grande mídia – se desesperaram. A sequência de notícias ruins para eles, desde o fim do ano passado, é impressionante: enchentes em São Paulo, Arruda preso, o DEM desmoralizado, o PSDB sem discurso diante da recuperação da economia. Para completar: Serra caiu e Dilma subiu nas pesquisas.

A oposição ao governo Lula bateu os tambores no convescote organizado pelo Instituto Millenium. Ao perceber que os partidos de oposição caminhavam para a anomia, os donos da mídia asumiram o controle da oposição. E as manchetes, capas e títulos distorcidos se avolumam.

É guerra. É a tempestade no deserto – como explica Mauro no texto abaixo..

Pesquisa IBOPE saiu a campo (coincidência, em se tratando do IBOPE?) na última semana, em meio à tempestade de manchetes anti-governistas. Resultado deve ser divulgado nos próximos dias, pela CNI.

Toda a esperança dos tucanos da mídia é que Serra tenha conseguido estancar a sangria dos votos. Aparentemente, não conseguiu. Há informações de que Dilma já aparece (numericamente) à frente de Serra, apesar de a situação (ainda) caracterizar empate técnico: leia sobre isso no Vermelho – http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=125750&id_secao=1.

Nos próximos meses, entraremos num ritmo frenético, parecido com o de 2005 – quando setores da mídia tentaram derubar Lula. Agora, sabem que não podem derrubá-lo. Mas bastaria a eles arranhar a imagem do PT, e vender a idéia de de que “Lula a gente tolerou, mas Dilma – a terrorista – não vai chegar lá”.

Ninguém pode ser ingênuo. Essa campanha está articulada a interesses internacionais. Não do núcleo do governo de Obama, mas de setores da extrema-direita dos EUA que seguem alojados na máquina de governo em Wasgington, e que assumiram a tarefa de barrar a “subversão” na América Latina. Essa gente da mídia no Brasil é articulada com o que há de mais reacionário nos EUA.

A guerra será violenta – como diz o Mauro Carrara, abaixo. Fiquem com o texto dele…

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Operação “Tempestade no Cerrado”: o que fazer? – por Mauro Carrara

(O PT é um partido sem mídia… O PSDB é uma mídia com partido).

“Tempestade no Cerrado”: é o apelido que ganhou nas redações a operação de bombardeio midiático sobre o governo Lula, deflagrada nesta primeira quinzena de Março, após o convescote promovido pelo Instituto Millenium.

A expressão é inspirada na operação “Tempestade no Deserto”, realizada em fevereiro de 1991, durante a Guerra do Golfo.

Liderada pelo general norte-americano Norman Schwarzkopf, a ação militar destruiu parcela significativa das forças iraquianas. Estima-se que 70 mil pessoas morreram em decorrência da ofensiva.

A ordem nas redações da Editora Abril, de O Globo, do Estadão e da Folha de S. Paulo é disparar sem piedade, dia e noite, sem pausas, contra o presidente, contra Dilma Roussef e contra o Partido dos Trabalhadores.

A meta é produzir uma onda de fogo tão intensa que seja impossível ao governo responder pontualmente às denúncias e provocações.

As conversas tensas nos “aquários” do editores terminam com o repasse verbal da cartilha de ataque.

1)    Manter permanentemente uma denúncia (qualquer que seja) contra o governo Lula nos portais informativos na Internet.

2)     Produzir manchetes impactantes nas versões impressas. Utilizar fotos que ridicularizem o presidente e sua candidata.

3)     Ressuscitar o caso “Mensalão”, de 2005, e explorá-lo ao máximo. Associar Lula a supostas arbitrariedades cometidas em Cuba, na Venezuela e no Irã.

4)     Elevar o tom de voz nos editoriais.

5)     Provocar o governo, de forma que qualquer reação possa ser qualificada como tentativa de “censura”.

6)     Selecionar dados supostamente negativos na Economia e isolá-los do contexto.

7)     Trabalhar os ataques de maneira coordenada com a militância paga dos partidos de direita e com a banda alugada das promotorias.

8)     Utilizar ao máximo o poder de fogo dos articulistas.

Quem está por trás

Parte da estratégia tucano-midiática foi traçada por Drew Westen, norte-americano que se diz neurocientista e costuma prestar serviços de cunho eleitoral.

É autor do livro The Political Brain, que andou pela escrivaninha de José Serra no primeiro semestre do ano passado.

A tropicalização do projeto golpista vem sendo desenvolvida pelo “cientista político” Alberto Carlos Almeida, contratado a peso de ouro para formular diariamente a tática de combate ao governo.

Almeida escreveu Por que Lula? e A cabeça do brasileiro, livros que o governador de São Paulo afirma ter lido em suas madrugadas insones.

O conteúdo

As manchetes dos últimos dias, revelam a carga dos explosivos lançados sobre o território da esquerda.

Acusam Lula, por exemplo, de inaugurar uma obra inacabada e “vetada” pelo TCU.

Produzem alarde sobre a retração do PIB brasileiro em 2009.

Criam deturpações numéricas.

A Folha de S. Paulo, por exemplo, num espetacular malabarismo de ideias, tenta passar a impressão de que o projeto “Minha Casa, Minha Vida” está fadado ao fracasso.

Durante horas, seu portal na Internet afirmou que somente 0,6% das moradias previstas na meta tinham sido concluídas.

O jornal embaralha as informações para forjar a ideia de que havia alguma data definida para a entrega dos imóveis.

Na verdade, estipulou-se um número de moradias a serem financiadas, mas não um prazo para conclusão das obras. Vale lembrar que o governo é apenas parceiro num sistema tocado pela iniciativa privada.

A mesma Folha utilizou seu portal para afirmar que o preço dos alimentos tinha dobrado em um ano, ou seja, calculou uma inflação de 100% em 12 meses.

A leitura da matéria, porém, mostra algo totalmente diferente. Dobrou foi a taxa de inflação nos dois períodos pinçados pelo repórter, de 1,02% para 2,10%.

Além dos deturpadores de números, a Folha recorre aos colunistas do apocalipse e aos ratos da pena.

É o caso do repórter Kennedy Alencar. Esse, por incrível que pareça, chegou a fazer parte da assessoria de imprensa de Lula, nos anos 90.

Hoje, se utiliza da relação com petistas ingênuos e ex-petistas para obter informações privilegiadas. Obviamente, o material  é sempre moldado e amplificado de forma a constituir uma nova denúncia.

É o caso da “bomba” requentada neste março. Segundo Alencar, Lula vai “admitir” (em tom de confissão, logicamente) que foi avisado por Roberto Jefferson da existência do Mensalão.

Crimes anônimos na Internet

Todo o trabalho midiático diário é ecoado pelos hoaxes distribuídos no território virtual pelos exércitos contratados pelos dois partidos conservadores.

Três deles merecem destaque…

1)     O “Bolsa Bandido”. Refere-se a uma lei aprovada na Constituição de 1988 e regulamentada pela última vez durante o governo de FHC. Esses fatos são, evidentemente, omitidos. O auxílio aos familiares de apenados é atribuído a Lula. Para completar, distorce-se a regra para a concessão do benefício.

2)     Dilma “terrorista”. Segundo esse hoax, além de assaltar bancos, a candidata do PT teria prazer em torturar e matar pacatos pais de família. A versão mais recente do texto agrega a seguinte informação: “Dilma agia como garota de programa nos acampamentos dos terroristas”.

3)   O filho encrenqueiro. De acordo com a narração, um dos filhos de Lula teria xingado e agredido indefesas famílias de classe média numa apresentação do Cirque du Soleil.

O que fazer

Sabe-se da incapacidade dos comunicadores oficiais. Como vivem cercados de outros governistas, jamais sentem a ameaça. Pensam com o umbigo.

Raramente respondem à injúria, à difamação e à calúnia. Quando o fazem, são lentos, pouco enfáticos e frequentemente confusos.

Por conta dessa realidade, faz-se necessário que cada mente honesta e articulada ofereça sua contribuição à defesa da democracia e da verdade.

São cinco as tarefas imediatas…

1)     Cada cidadão deve estabelecer uma rede com um mínimo de 50 contatos e, por meio deles, distribuir as versões limpas dos fatos. Nesse grupo, não adianda incluir outros engajados. É preciso que essas mensagens sejam enviadas à Tia Gertrudes, ao dentista, ao dono da padaria, à cabeleireira, ao amigo peladeiro de fim de semana. Não o entupa de informação. Envie apenas o básico, de vez em quando, contextualizando os fatos.

2)     Escreva diariamente nos espaços midiáticos públicos. É o caso das áreas de comentários da Folha, do Estadão, de O Globo e de Veja. Faça isso diariamente. Não precisa escrever muito. Seja claro, destaque o essencial da calúnia e da distorção. Proceda da mesma maneira nas comunidades virtuais, como Facebook e Orkut. Mas não adianta postar somente nas comunidades de política. Faça isso, sem alarde e fanatismo, nas comunidades de artes, comportamento, futebol, etc. Tome cuidado para não desagradar os outros participantes com seu proselitismo. Seja elegante e sutil.

3)     Converse com as pessoas sobre a deturpação midiática. No ponto de ônibus, na padaria, na banca de jornal. Parta sempre de uma concordância com o interlocutor, validando suas queixas e motivos, para em seguida apresentar a outra versão dos fatos.

4)     Em caso de matérias com graves deturpações, escreva diretamente para a redação do veículo, especialmente para o ombudsman e ouvidores. Repasse aos amigos sua bronca.

5)     Se você escreve, um pouquinho que seja, crie um blog. É mais fácil do que você pensa. Cole lá as informações limpas colhidas em bons sites, como aqueles de Azenha, PHA,Grupo Beatrice, entre outros. Mesmo que pouca gente o leia, vai fazer volume nas indicações dos motores de busca, como o Google. Monte agora o seu.

A guerra começou. Não seja um desertor.

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