É, foi sorte!

Já se vai um bom tempo que converso com meus botões sobre uma característica que observo muito no comportamento das pessoas de maneira geral: A necessidade das pessoas em terem ídolos ou líderes, só é menor do que, a necessidade das pessoas verem eles falharem, ou mesmo ridicularizar o que foi necessário para se alcançar o sucesso ou a liderança. Outro dia estava assistindo alguma coisa na TV e vi este comercial do Suco Ades:

[sz-youtube url=”http://www.youtube.com/watch?v=RbPsbElK5dM” /]

Nele, o ator Thiago Martins é confrontado por uma mulher, que integra a produção de sua peça/espetáculo, “- Mais uma estréia de sucesso! Que sorte heim?” Daí se desenrola o comercial. O que se vê no vídeo é que não há nada de sorte, há muito trabalho, muita transpiração, muitas negativas, e depois o sucesso vindo devagarzinho, até chegar ao ponto: “- É, foi sorte!” diz Thiago Martins.

Vemos isso a todo instante nas nossas vidas, e cito um exemplo. Apaixonado por futebol e Cruzeirense que sou, no primeiro jogo das oitavas-de-final da Copa do Brasil Cruzeiro x Flamengo no Mineirão, o Cruzeiro estava dominando completamente a partida, Éverton Ribeiro havia feito o que talvez será o mais belo gol da sua carreira, o placar em 2×0 e num lance bobo, isolado, o zagueiro Dedé vai mal no lance e o Flamengo acaba marcando o seu gol. O que aconteceu em seguida foi um massacre, grande parte da torcida, inflada pelos comentaristas de rádio e TV execraram o jogador. Questionaram sua atitude e a sua qualidade, desmereceram tudo o que ele já havia feito durante o jogo e em jogos anteriores. Aqui vem o ponto principal, depois daquela falha, o zagueiro cresceu. Usou a pilha de críticas lançadas contra ele para subir mais alto na sua carreira e foi premiado com uma convocação para a seleção brasileira, e no jogo marcou um gol, ao qual foi as lágrimas depois. Eis que agora, mais de 2 meses depois, ele em entrevista ao programa Bem Amigos! do SporTV, contou o que estava acontecendo naqueles dias:

[sz-youtube url=”http://www.youtube.com/watch?v=qeI8swBWO38″ /]

Mostrei este vídeo para alguns amigos meus, que muito o criticaram na ocasião, e a resposta foi que: ele é bem pago para jogar, é a obrigação dele, e por aí vai e esqueceram-se completamente de considerar que, antes do jogador de futebol, existe o ser homem Anderson Vital da Silva, que sofre e se perde em pensamentos com um ente querido doente, como qualquer um.

Pelo mesmo caminho segue a história de Lula e agora Dilma. Nos 8 anos do desastroso governo de FHC,  a Vale e toda a sua riqueza mineral foi vendida, a Petrobrás, depois de sucateada e completamente desestruturada, por muito pouco não foi completamente vendida e se tornou a Petrobrax junto com  as imensas reservas do pré-sal, além das Universidades Federais que viviam à míngua, sem falar nos Correios, BB, Caixa, e tantos outros que foram sendo destroçados ao longo do seu desgoverno, na tentativa de deixar a população tão insatisfeita com os serviços prestados, que conseguiriam privatizá-los também sem questionamentos. E mesmo vendendo tanto, e destruindo o que sobrou do patrimônio público, FHC ainda se viu obrigado a ir 3 vezes ao FMI, de pires na mão e sapatos descalços, esmolar dinheiro, e para conseguir, voltou com imensas exigências que decretaram entre outros, um apagão de nível nacional seguido de racionamento de energia, e a perda de anos de crescimento no Brasil. Imensos escândalos vieram a tona, mas, graças a uma Polícia Federal totalmente desmantelada, um MPF acorrentado, e o monopólio da mídia que à época pouco ou nada divulgou, aqueles que  corromperam e foram corrompidos encontram-se impunes até hoje. E mesmo assim, muitos ainda o admiram.

Entretanto, vemos todo tipo de preconceito raso contra Lula(acéfalo, analfabeto, déspota cachaceiro, etc.) e Dilma(terrorista, assassina, sapatona, etc.). É o Bolsa Vagabundagem, é melhor ser preso do que ser honesto, Lulinha dono da Friboi, e todo tipo de vilipêndio contra aqueles que estão trabalhando para a parcela mais pobre da população, aquela que não tem colunistas em jornais para os defender, e que dependem do Estado para garantir o mínimo de dignidade. Até quando os que lideram e dão os verdadeiros exemplos à serem seguidos, serão tão covardemente atacados?

Desinformação Não!