Uma noite mágica!

 - Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
– Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

Que jogo minha gente! Que isso…a torcida está muito inflamada… não é sangue, é fúria nos olhos… Como há muito tempo eu não via. A torcida acompanhando o time, sabendo que a vitória está chegando, a angústia das chances perdidas, até que Niltão resolve marcar o mesmo gol…mas agora, de uma forma ainda mais bonita, a explosão da bola finalmente na rede…aí vem o merecido descanso do intervalo…só esqueceram de falar pra torcida…todos estão loucos…

Volta o segundo tempo, o time um pouco nervoso, e zagueirão, num rompante faz uma besteira, e pênalti. O craque vai pra bola… alguma certeza estranha me toma de súbito. Talvez o sobrenatural me dizia que, não seria ali que viria um castigo para a magnífica apresentação do Cruzeiro hoje…bola pra fora e o sorriso de canto de boca de quem sabia o que esperava veio…de forma muito estranha.

Depois, chance atrás de chance, contra-ataque atrás de contra-ataque, Niltão se machuca, e logo na minha frente vejo o treinador chamar Henrique e Júlio Batista, pedra já cantada, Borges estava mal. Disse aos meus amigos, JB vai fazer o pivô, ele tem força pra fazer isso, e o calvário de chances perdidas continuava.

Pouco depois Dagoberto é chamado, já avisei, sai o Goulart, os três abertos na frente, JB recuado, pra receber e armar o prego no caixão. Bola dividida de Everton Ribeiro, o zagueiro adversário cai de um jeito estranho…e Everton Ribeiro corre na bola, dribla e é derrubado, pênalti. La Bestia pega a bola, e o sorriso da certeza volta… Olhei pro lado, minha esposa me olha de volta, beijo-a e esperamos pela recompensa. Jefferson ainda tenta, mas em vão… La Bestia sabe, rasteiro, forte e no canto, vem nova explosão.

Depois disso, foi só ver o adversário partir pro desespero e do desenho, magistralmente criado pelo Marcelo Oliveira, veio o golpe de misericórdia, passe no meio, La Bestia divide e ganha, avança pelo meio, Dagol e Willian abrem aos flancos, a zaga se perde, La Bestia passa à Dagol, que é perseguido e devolve em um toque para ele… sem tocar a bola, com um simples balanço no corpo, o gigante ludibria o zagueiro por um instante… é o suficiente, a bola passa, o chute forte e seco no canto, indefensável para o ex-cruzeireirense…e o show está feito.

Que noite minha gente. Muitas outras virão.