O individual antes do coletivo?

Pois bem, aqui estou eu, 6 meses depois, escrevendo. Realmente achei que não teria motivos pra voltar. Mas vejo agora que isto foi ilusão. Acho que por muito tempo ainda haverá o que ser dito e escrito, pelo menos, enquanto os interesses individuais tentarem se sobrepôr aos interesses coletivos, ou da nação.

Muito tenho visto sobre o Sr. Palocci e sobre seu patrimônio ter aumentado 20 vezes, etc., e querem saber, não vejo nada demais nisso. Ele foi Ministro da Fazenda, teve uma excelente atuação no cargo, evitou que a histeria tomasse conta, fez o que devia ser feito. Mas, cometeu erros e por isto saiu, ou foi convidado a sair, do ministério. Entretanto, o que não pode ser negado, é que seu “passe” foi valorizado no mercado, e não não há nada demais nisso, há um certo Ex-Presidente aí que ganha muito dinheiro proferindo palestras gordurosas para quem estiver disposto a pagar. Se até ele ganha uma considerável quantia de dinheiro, pelo fato de ter sido o ex-presidente que por muito pouco mesmo deixou de afundar o Brasil, porque Palocci que executou um importante trabalho com bastante competência deixaria de ter prestígio?

Não estou aqui defendendo o homem, nem dizendo que ele é santo ou demônio. Estou me dispondo a aguardar até que se prove que ele é inocente ou culpado para fazer um juízo de valor. Já temos assassinatos de reputação o suficiente no Brasil e conhecemos quem gosta de executá-los. Não acho coerente ajudá-los desta forma. Entretanto, ao contrário deles, também não acho que nada deva ser abafado, acobertado ou perdoado.

Pelo simples fato de que, o Sr. Palocci tem gasto mais tempo dando explicações sobre ser inocente, do que fazendo seu trabalho no ministério, ele já deveria ter pedido um afastamento do cargo, ou mesmo, ter tido a coerência de perceber que isto tudo está atrapalhando o governo para o qual ele esta servindo, e assim entender que, os seus interesses em ser ministro da Casa Civil da Presidência da República, por mais nobres e dignos que sejam, e não importa o quão inocente ele seja de todas as acusações, não podem nem devem ficar à frente dos interesses da nação. Que ao se permitir ficar nesta posição, obriga o governo a tomar certas atitudes para lhe proteger, por exemplo, na questão do kit anti-homofobia ou do código florestal.

Assim, só me resta pedir. Sr. Antônio Palocci. Tenha um momento de sobriedade e decência e entregue seu cargo antes que o prejuízo seja ainda maior, não para o Sr., mas para o país.

Desinformação Não!