O padrão JN/Kamel de notícias

Dias atrás, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) publicou um estudo dizendo que pela primeira vez em 15 anos, a fome no mundo diminuiu. Parte deste estudo, informa que mesmo com a queda, ainda está abaixo daquilo que foi estabelecido nas Metas do Milenium para este ano, mas, que o Brasil é um dos países que já alcançaram ou estão por alcançar a meta completa. Outro relatório divulgado pela ONG ActionAid, chamado Who’s Really Fighting Hunger?(Quem está realmente lutando contra a fome), o Brasil aparece pelo segundo ano consecutivo.

Neste dia, esperei como que num exercício de auto-flagelação, aguardei pela noticia no JN para confirmar o que eu já sabia.

“Pela primeira vez em 15 anos, o número de famintos diminuiu no mundo, consequência do avanço econômico de países em desenvolvimento e da queda no preço dos alimentos. Mas segundo a FAO, mais de 900 milhões de pessoas ainda passam fome.”

E o que eu sabia? Que não seria divulgado nem que o Brasil já cumpriu com a meta TOTAL que deveria ser cumprida em 2015 e que assim, poderemos alcançar um patamar muito melhor.

Agora, vem mais uma, desta vez envolvendo o novo paladino da honestidade e moralidade brasileira, que por dever cívico resolveu denunciar o um “suposto” esquema de propina no BNDES.

Do Viomundo

Dutra: Jornal Nacional omitiu entrevista

por Conceição Lemes

“É incrível como as denúncias de um ex-presidiário (Rubnei Quícoli), processado por receptação de carga roubada e falsificação de dinheiro, mereçam toda a credibilidade da mídia e o que nós dissemos, não”, afirma ao Viomundo José Eduardo Dutra, presidente do PT.

Hoje, a Globo esteve na coletiva que Dutra concedeu à imprensa, em Brasília, e Jornal Nacional não deu nada. Na longa matéria que fez sobre o caso, o JN se limitou a falar da nota oficial do PT. Foi como se tivesse ido ao site do partido e pegado a nota.

“É absurda a insinuação de que o ‘consultor’ não teria conseguido empréstimo para o projeto de R$ 2,3 bilhões que apresentou ao BNDES, porque não teria pago a suposta taxa de sucesso ao filho da Erenice”, prossegue Dutra. “Eu liguei para o BNDES. O empréstimo não saiu, porque a empresa dele é pequena e não tinha garantia para assumir um valor tão grande.”

“É ínconcebível enxovalhar uma instituição, como o BNDES, e ainda tentar forjar uma relação com a nossa campanha”, diz, indignado. “Nós não vamos aceitar essas calúnias. Vamos processá-lo.”

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Comunicado do BNDES

Em função de reportagem publicada na edição desta quinta-feira, 16 de setembro, do jornal Folha de S. Paulo, o BNDES vem a público declarar que:

Repudiamos a insinuação de que o Banco poderia estar envolvido em um suposto esquema de favorecimento para a obtenção de empréstimos junto à instituição e consideramos que a tese demonstra um total desconhecimento quanto ao funcionamento do BNDES. O projeto em questão foi rejeitado pelo Comitê de Enquadramento e Crédito do BNDES, órgão interno do Banco, formado por seus superintendentes. A aprovação por esse colegiado é condição básica e necessária para que qualquer pedido de apoio financeiro seja encaminhado para análise.

Na reunião semanal do Comitê ocorrida em 29 de março deste ano — e na qual o projeto em questão foi apenas um dos itens discutidos —, o pedido foi negado. A decisão foi tomada pelos 14 superintendentes presentes à reunião, todos funcionários de carreira da instituição.

O projeto da EDRB foi encaminhado ao BNDES por meio de carta-consulta, solicitando R$ 2,25 bilhões (e não R$ 9 bilhões como afirma a reportagem) para a construção de um parque de energia solar. O BNDES considerou que o montante solicitado era incompatível com o porte da referida empresa. Além disso, a companhia não apresentou garantias e não havia local definido para a instalação do empreendimento (essencial para o licenciamento ambiental), não atendendo, portanto, a pré-requisitos básicos para a concessão do crédito.

Qualquer aprovação de financiamento pelo BNDES passa por um processo de análise que envolve mais de 30 técnicos de carreira da instituição, além da consulta à Diretoria do Banco. Esse rigor técnico tem como consequência um índice de inadimplência de 0,2%, muito inferior à média do sistema financeiro brasileiro, público e privado.

Desinformação Não!